Oficinas | 23 Fenatib

Teatro para a Infância: Novas questões

Presencial ► Sala Edith Gaertner – Secretaria Municipal de Cultura

Ministrante: Dr. Miguel Vellinho – RJ (*)

Número de participantes: De 12 a 20 participantes

Público: Jovens de ensino médio, professores e  atores

Carga Horária: 20 horas ► 8 horas presenciais + 12 horas de estudos

Texto de estudo: Ogroleto

Objetivo: A proposta da oficina busca atualizar as discussões sobre a abordagem de determinadas temáticas para o público infantil, a partir de debate, análise e experimentações cênicas. Em três encontros de três horas cada, a oficina traz novas questões que necessitam entrar na pauta de quem trabalha com a infância hoje. O exercício da reflexão e da troca de experiências pode potencializar o entendimento dos meios de aproximação da criança e as formas de intermediação possíveis.

Proposta: Como toda a arte que se preze, o Teatro destinado à infância não é estanque. Os avanços histórico-sociais impõem a necessidade de revisão, revisitação e de reavaliação da expressão artística que obrigatoriamente se move, de acordo com as mudanças. Assim a oficina, destinada a adultos (professores e artistas em geral), visa criar um espaço de discussão em torno da obra teatral da autora canadense Suzanne Lebeau.

Com mais de 35 anos de compromisso inabalável para crianças, Lebeau é hoje uma das vozes mais importantes da arte dramática para o público infanto-juvenil. Sua produção teatral já contempla mais de 25 obras originais para teatro, muitas traduzidas para mais de 15 línguas. Suzanne Lebeau tem se revelado uma autora que rompe os parâmetros do que comumente chamamos de Teatro para a Infância. Sua lavra contundente tem encontrado sempre o aplauso imediato de seu público, bem como da crítica internacional.

Para a participação da oficina, pede-se a leitura  de uma obra teatral da autora a ser fornecida pela produção do evento e que será a base para, a partir de sua leitura conjunta, estabelecer discussão e reflexões sobre o Teatro para a Infância na atualidade. Nos dias subseqüentes, teremos experimentações de caráter prático a partir do texto.

Recursos: Os recursos físicos necessários para a realização da oficina se resumem a uma sala com cadeiras para leitura em roda, um quadro ou clip art, um aparelho de som com entrada para CD, caixas de som apropriadas ao espaço.

(*) Miguel Vellinho é Doutor e Mestre em Artes Cênicas e professor do curso de Licenciatura em Teatro da UNIRIO. Fundou o Grupo Sobrevento e desde 1990 ministra oficinas, palestras, publicando artigos no Brasil e Exterior. Em 1999 fundou a Cia PeQuod Teatro de Animação, hoje com um repertório sólido de peças premiadas, entre elas: O Velho da Horta (2002), Filme Noir (2004), Peer Gynt (2006), A chegada de Lampião no inferno (2009), Marina e Marina, a sereiazinha (2010), Peh Quo Deux (2014), A feira de maravilhas do fantástico Barão de Münchausen (2015) e A última aventura é a morte (2018). Curador da MITA – Mostra Internacional de Teatro de Animação, organizada pela Cia PeQuod. Como diretor, foi indicado ao Prêmio Shell com Peer Gynt e Marina e vencedor do Prêmio Zilka Salaberry de Teatro Infantil em 2011, por Marina, a sereiazinha; e em 2016 por A feira de maravilhas do fantástico Barão de Münchausen. Em 2019 ganhou o Prêmio Questão de Crítica, pelo espetáculo A última aventura é a morte. Miguel Vellinho já realizou uma leitura dramática da obra inédita Petit Pierre, de Lebeau, em 2012, durante o Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens – FIL 2012 e em 2015 estreou em Fortaleza (CE) a obra Ogroleto, da mesma autora, com a companhia teatral Pavilhão da Magnólia.

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Mediação Teatral – Formação de professores

Oficina Online

Ministrante: Prof. Doutoranda Sabrina Moura

Carga Horária:  20 horas

Público: Professores

Horário: 8h às 12h.

Inscrições: 9 a 20 de julho (será respeitada a ordem de inscrição)

Objetivo: Proporcionar aos professores uma experiência de busca e democratização artístico-pedagógicos com foco na mediação teatral.

Proposta: A oficina tem como objetivo expandir as possibilidades de participação das/os espectadoras/es no evento teatral, buscando democratizar os procedimentos artístico-pedagógicos teatrais com o público, em atividades que podem ser vivenciadas antes ou depois da fruição do espetáculo. Esses procedimentos de mediação procuram aproximar as/os espectadoras/es da cena teatral, criando espaços para sua conquista crítica e criativa em relação ao espetáculo. As práticas de Mediação Teatral podem ser criadas e praticadas por artistas nos seus projetos artístico-culturais, e/ou também por professoras/es em atividades nas salas de aula. Todo o conteúdo da oficina estará vinculado ao 23º. Fenatib e ministrado antes do início do festival.

(*) Sabrina Moura -Atriz, professora e pesquisadora de teatro. Doutoranda da Pós-Graduação em Teatro (UDESC/2020). Mestre em Teatro (UDESC/2019). Especialista em Filosofia Contemporânea (FACEL/2017). Bacharel em Teatro (FURB/2008). Atua na área teatral desde 1996 e realizou diversas oficinas complementares no campo da atuação, destacando as experiências com o Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da Unicamp (LUME/SP), a Periplo Compañía Teatral (Buenos Aires/AR) e a Casa das Artes de Laranjeiras (CAL/RJ). Integrante da Cia. Carona de Teatro desde 2006. Ministrante de cursos livres, oficinas e workshops para estudantes de teatro e docentes da rede formal de ensino. Autora da proposição Articulando a Plateia de Teatro (2016) e da Pesquisa Histórica do Teatro em Blumenau I (2011). Coordenadora da ação “Teatro e Escola”, no Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau (FITUB/2017/2018). Atuou em diversos espetáculos como atriz, está no elenco de três trabalhos do repertório da Cia. Carona, nos espetáculos “A Parte Doente” e “Das Águas” e a contação de história “Como Nasceu a Alegria”. Tem como tema de pesquisa a pedagogia das artes cênicas com ênfase na mediação teatral, no ato da espectadora/o e a relação entre teatro e educação.

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3 –  Oficina Presencial (contrapartida do 23° Fenatib)

Prática de malabares  para  crianças e jovens

Espaços abertos em escolas e praças

Ministrantes: Beto Malabares e Rosinha Walter (*)

Carga Horária:  20 horas

Horário: matutino e vespertino

Objetivo: Proporcionar às crianças e jovens uma experiência prática com materiais reciclados, buscando sensibilizá-los para a preservação do meio ambiente, além da criação e prática no manuseio de malabares construídos a partir de materiais recicláveis.

Proposta: A prática do malabarismo aumenta a flexibilidade, a força e a coordenação motora. Trabalha diretamente com a concentração, a atenção, a lateralidade, a respiração e os reflexos; além de ser uma prática artística no âmbito circense.  Desenvolve habilidades físicas em crianças e jovens, através da manipulação de objetos construídos com material reciclado, proporcionando-lhes   diversão e entretenimento.

(*) Beto Malabares  e Rosinha Walter. O Grupo Beto Malabares surgiu em 2002, quando participou da montagem do espetáculo “O Incrível Ladrão de Calcinhas”, construindo a estrutura de sustentação de bonecos para o grupo Trip – Teatro de Animação. A partir deste trabalho, passou a pesquisar sobre a arte de marionetes. Em 2004, começou a praticar malabares para desenvolver a coordenação motora.  Logo depois, montou seu primeiro espetáculo para apresentar em escolas e festivais. Desde 2005 o grupo trabalha com teatro de bonecos, oficinas de reciclagem, malabares e marionetes. Atualmente está em cartaz com o espetáculo “Brincando com Lixo” e, também, com o “Show Musical de Marionetes”, que apresenta referências empíricas do uso e manipulação do boneco e contempla um novo olhar sobre a confecção dos personagens.