BLUMENAU MULTICULTURAL: VEM AÍ O 16º FESTFOLK
Evento será realizado no Teatro Carlos Gomes de 30 de abril a 3 de maio

Blumenau volta a sediar o Festival Nacional de Danças Folclóricas (FESTFOLK) em 2026. A partir do dia 30 de abril, até o dia 3 de maio, os sons, as cores e os ritmos das danças folclóricas brasileiras vão contagiar a cidade. Está confirmada a participação de 11 grupos de danças folclóricas, representando oito etnias que escolheram o nosso país para viver e influenciam a nossa cultura com suas tradições.
Os espetáculos do palco oficial serão apresentados no auditório Heinz Geyer, do Teatro Carlos Gomes, com capacidade para um público de 800 pessoas. O ingresso, como em todas as edições do FESTFOLK, é gratuito, patrocinado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura. Estão previstas também apresentações ao ar livre, na praça do Teatro Carlos Gomes, e uma Roda de Conversa com especialistas e pesquisadores da área, sobre o tema “A influência afro-brasileira”, marcada para o dia 2 de maio, sábado, às 10 horas. O programa completo pode ser consultado na página do Inarti (inarti.org.br).
O FESTFOLK forma um mosaico dos diferentes povos que formam a nossa identidade, encantando a plateia com suas manifestações culturais, suas danças, trajes e músicas. Os grupos de danças folclóricas representam quatro estados brasileiros, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais.
Conheça os grupos que participam desta edição:

O Grupo Folclórico Alpino Germânico originou-se em Blumenau, em 29 de setembro de 1968, mas transferiu-se para Pomerode, a cidade mais alemã do Brasil, de onde vinha a maioria dos componentes do grupo, sendo o grupo mais antigo do estado de Santa Catarina na etnia alemã. Por seu pioneirismo, o Grupo Folclórico Alpino Germânico inspirou mais pessoas a criarem grupos folclóricos na região do Vale do Itajaí.

Beto Malabares apresenta, no 16º FESTFOLK, o festejo do Boi de Mamão. Embalados com músicas da Banda Pirão Catarina, os personagens Boi de Mamão, o Cavalinho, a Bernúncia e a Maricota convidam o público a mergulhar em um universo de cantigas, contos e brincadeiras típicas da cultura popular de Santa Catarina.

O CALA é um grupo de danças parafolclóricas da cidade de Nova Prata, região serrana do Rio Grande do Sul, composto por crianças, adolescentes, adultos e idosos. Fundado no ano de 1994, apresenta em seu repertório as danças gaúchas e latino-americanas. O grupo apresenta-se em festivais de folclore no Brasil e no exterior. Já esteve na Colômbia, México e Portugal. Recentemente conquistou o 1º lugar no maior festival de dança do mundo, o Festival de Dança de Joinville, , no palco da sapatilha – categoria danças populares brasileiras, e o 2° lugar no Dance Joaçaba na cidade de Joaçaba/SC, considerado o maior festival de danças do interior do estado de Santa Catarina.

Fundado em 15 de janeiro de 2022 na Comunidade Católica de Santo Estanislau Kostka, o grupo folclórico polonês “CHŁOPI” Polski Zespół Folklorystyczny consolidou-se como o único guardião da herança eslava no Vale do Itajaí. Inspirado na grandiosa obra de Władysław Reymont, o grupo dedica-se a reavivar as tradições camponesas através de uma pesquisa etnográfica rigorosa que abrange os ritmos, danças e cantos mais tradicionais, como as polcas, valsas, kujawiaki, mazurki e oberki, que simbolizam o status e a história de seus antepassados. Mais do que entretenimento, o “CHŁOPI” promove o orgulho de pertencimento dos descendentes da região, integrando a fé católica, a culinária, o artesanato, a cultura e o vigor das danças tradicionais em cada apresentação. Com um olhar voltado à preservação e outro à educação cultural, o grupo firma-se como um elo vital entre o passado rural europeu e a identidade catarinense contemporânea.

O Eintrachtvolkstanzgruppe foi fundado no bairro Itoupava Central, em Blumenau, com a missão de preservar e difundir a cultura germânica por meio da dança folclórica, mantendo vivas as tradições trazidas pelos imigrantes alemães. Em seus 39 anos de trajetória, tornou-se referência cultural na comunidade, participando de celebrações típicas, promovendo ações sociais e fortalecendo valores como união, respeito e cooperação entre diferentes gerações. Com figurinos tradicionais e coreografias autênticas, o grupo já se apresentou em diversas cidades brasileiras. O grupo mantém o compromisso com a tradição e a harmonia que inspira seu nome.

Fundado em 1992, pelo casal Ary e Itala Lingner (ambos em memória), com o intuito de resgatar, preservar e renovar a cultura através da dança folclórica germânica, neste ano completa 34 anos de atividades.
O Volkstanzgruppe Grünes Tal possui em seu repertório, danças folclóricas e de projeção folclórica. Atualmente realiza seus ensaios na Sociedade Desportiva Vasto Verde, no bairro Velha, em Blumenau. Conta atualmente com as categorias mirim, infantojuvenil e adulto.

Há 25 anos, na cidade de Belo Horizonte, suas atividades iniciaram como projeto de extensão universitário, tornando-se um dos principais nomes da cultura popular no estado. Trata-se de um projeto voluntário, sem fins lucrativos que busca levar à comunidade a cultura popular por meio das suas manifestações, buscando em suas montagens ser fiel às tradições e às matrizes brasileiras. Participou como representante brasileiro em festivais nacionais e internacionais na Europa e Oriente Médio.

O Gruppo Folklorico Ladri Di Cuori, fundado em 1995, é uma associação cultural sem fins lucrativos que há mais de 28 anos desenvolve trabalhos culturais, artísticos e sociais, tendo por objetivo principal o resgate e a manutenção dos costumes, das tradições e, principalmente, a alegria do povo italiano, de quem descende grande parte dos habitantes de nossa região. Já participou de inúmeros festivais nacionais e internacionais levando o que há de melhor do folclore italiano.

O MOA é uma escola de dança e ginástica rítmica de Joinville que, ao longo de seus 11 anos de trajetória, vem se destacando pela valorização da arte e da cultura através do movimento. Entre suas diversas modalidades, as danças populares têm um espaço especial: são nelas que os alunos exploram ritmos, tradições e histórias de diferentes regiões do Brasil e do mundo, conectando técnica, expressão e identidade cultural.
Os grupos de danças populares do MOA já representaram a escola em diversos festivais e mostras de dança, conquistando reconhecimento pelo carisma, pela qualidade artística e pela riqueza das coreografias apresentadas. Entre as participações, destacam-se o Festival de Dança de Joinville, o Festival Nacional de Danças Folclóricas de Blumenau (FESTFOLK) e o Festival Internacional de Folclore de Nova Petrópolis (FEFOL).

O Grupo Folclórico Polonês Orzeł Biały, de Criciúma/SC, foi fundado em 1975 por um grupo de descendentes de imigrantes poloneses. Em janeiro de 1980, por ocasião dos festejos do centenário de colonização do município de Criciúma, o grupo realizou sua primeira apresentação de danças folclóricas, sendo transcorridos 46 anos até aqui. Daquela data em diante, passou a participar de comemorações e festa locais, em diversos municípios e estados brasileiros.

O Grupo Folclórico Ucraniano Brasileiro Vesselka foi fundado em 1º de agosto de 1958 pelo Pe. Efraim Krevey, com a coordenação das catequistas Nádia Shulan e Ana Hotz. Suas origens remontam à imigração ucraniana em Prudentópolis, acompanhando a história das primeiras famílias. “Vesselka”, que significa arco-íris, simboliza a aliança, o amor e a fidelidade, valores preservados pelo grupo por meio das danças folclóricas e costumes ucranianos.